sábado, 14 de março de 2009

O rio

 S5034212

Águas claras e límpidas

que vêm mansas na nascente.

Águas turvas rolam seixos,

que as ferem pelo caminho.

Águas poluídas como restos

de amores mal cuidados.

Águas revoltas que

nas curvas das indecisões

deixam um pouco do lixo

que carregam.

Águas profundas e perigosas.

Águas de corredeiras e de armadilhas.

Águas calmas,

que espelham o céu

e refletem a alma.

Águas despencadas

em forma de cascatas

que escorrem pelo rosto

como lágrimas quentes.

Águas sumidas,

de um rio que há muito já secou,

virou só lembrança.

Água benzeja

da chuva que cai

e faz brotar a vida.

Água das vazantes

que fazem os rios

mudarem o curso.

Mas o rio nunca mais

será o mesmo.

Serão outras águas,

novo leito,

outras paisagens,

Será, muito provavelmente,

mais uma miragem.

Angela Leda - 2009

quinta-feira, 12 de março de 2009

O bom da vida

outono

 

Um fim de tarde

com toda a sua beleza

não cabe no tempo.

E por isso ele se vai.

O bonito é

vê-lo desprender-se

do que é. 

A beleza está nos intervalos,

nos espaços de luz

em que a sombra já se mostra.

A mistura que evidencia

o passar da beleza.

O encanto mora aí.

O bom da vida

é saber que passa.

 

Do livro  “Mulheres de aço e de flores” - Fábio de Melo

terça-feira, 10 de março de 2009

Poema a este fogo

  por de sol ramos

É esta substância que trago

nos olhos nas veias do caminho

porque sou feito de astros

pó de estrelas vácuo

e vazio me perpetuo

porque tenho em mim o fogo

que inunda a alma

ou a vida

ou havida memória

dos que foram.

 

é por isso que resisto

pelo silêncio

que arde

e se multiplica

no espelho dum coração que bate

habitado pela luz.

 

 

Vieira Calado

segunda-feira, 9 de março de 2009

Somos todos diferentes com direitos iguais.

blogagem coletiva

“Todos nascem livres e guais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.”

(Declaração Universal dos Direitos Humanos)

Basta ligar a TV para percebermos como a humanidade ainda se divide em “castas”.

Os  ricos e poderosos e os pobres, os brancos e os negros, os ocidentais e os orientais, os magros e os gordos, os altos e os baixos, os lindos e os feios, os cdfs e os da “tchurma”, os nativos e os estrangeiros, os católicos e os muçulmanos, os hetero e os homo, os normais e os “especiais”, enfim são tantas as classificações… e, se elas existem, é porque existe segregação e, se existe segregação existe exclusão.

Ser diferente é sempre um problema.

Se estamos em um país onde a maioria é branca, ser negro é um problema, se estamos em um país onde a maioria é negra, ser branco é um problema. E assim acontece em todos os países do mundo. Ser diferente depende do lugar onde você está e da cultura local.

Mas creio que uma luta se faz presente e deve ser igual no mundo todo. O problema da Aides

Este é um problema que precisa ser encarado com seriedade.

Precisamos orientar as pessoas, prevenir o seu avanço, garantir o tratamento, permitir acesso a medicamentos, melhorar a qualidade de vida, a auto-estima mas, acima de tudo, denunciar a discriminação e o preconceito.

De acordo com o Cebes -Centro brasileiro de Estudos de saúde- em 2007 houve uma diminuição no avanço da doença:

”A cada dia de 2007, pelo menos 7,4 mil pessoas no mundo foram infectadas pelo vírus da aids. Praticamente todas em países pobres. A metade, jovens entre 15 e 24 anos. Os números, divulgados ontem pelo programa das Nações Unidas para Aids (Unaids) são comemorados por representar uma pequena queda nos casos em comparação com anos anteriores. Mas a epidemia, que já contaminou 33 milhões de pessoas no mundo, continua com a mesma face: atingindo cada vez mais pobres e cada vez mais jovens.”

Infelizmente não é o que vimos ano passado. A Aides avança , principalmente entre as mulheres que muitas vezes são vítimas do machismo dos próprios maridos que se recusam a fazer sexo seguro e, também entre as pessoas da terceira idade.

Mas é preciso garantir que estas pessoas, principalmente as crianças que nascem já contaminadas pelo vírus tenham acesso às escolas e o direito de brincar com as outras crianças.

É preciso garantir também suas necessidades vitais: alegrias, sorrisos, afetos, brincadeiras, amizades.

Todo dia é dia de luta contra a Aides, mas também todo dia é dia de lembrar-se que a discriminação e o preconceito mina ainda mais as reservas de auto estima da pessoa tornando-a ainda mais vulnerável.

Não sejamos também nós mais um vírus neste mundo a destruir nosso irmão com palavras, olhares, rejeições…

Lembremos sempre que somos todos nós criaturas frágeis e necessitadas.

Aquele que suaviza a dor e o sofrimento, que é solidário  e acolhedor que espalha alegria e amor estará contribuindo para um mundo mais fraterno.

Afinal, somos todos irmãos.

domingo, 8 de março de 2009

Feliz dia das mulheres!


A mulher bem resolvida é aquela que tem a percepção e humildade de que a vida é apenas um caminho de constante aprendizado e que, portanto estamos sempre começando. Que encontre a generosidade dentro de si mesma e a compartilhe com todos que a cercam.Que entenda que o princípio da inteligência é a sabedoria de caminhar sempre junto de Deus e observar os seus ensinamentos.
Que no Amor, compartilhar traz muito mais liberdade do que conquistar espaços individuais. E a convicção de que uma mulher, não precisa provar, ter ou parecer algo à ninguém, porque a própria beleza da natureza feminina já a define por si própria.

 

Recebi este selo, já há algum tempo e achei que esta seria a melhor data para oferecer à todas as mulheres que aqui chegarem.

A todas as guerreiras, meus cumprimentos e desejo de muita alegria, amor e perserverança.

“Feliz dia das mulheres!”

quinta-feira, 5 de março de 2009

Mulheres guerreiras!

 

mulher Denise Mustafá

Já escrevi sobre as mulheres. Mulheres que acho incríveis, batalhadoras. Mulheres do meu tempo e de tempos antigos. Mulheres conhecidas e mulheres que só conheci através de suas biografias.

O tempo passa e o que me parece é que por mais que lutemos ainda não conseguimos uma igualdade em relação aos homens.

Acabei de ler sobre Mary Wollstonecraft. Uma inglesa do século XVIII que analfabeta até os 16 anos, foi a primeira  pensadora inglesa a denunciar a opressão feminina em livros apaixonados como :SOBRE A EDUCAÇÃO DAS MOÇAS (1787) e REINVINDICAÇÃO DOS DIREITOS DA MULHER (1792).

Mas sua vida pessoal foi mais eloquente que toda sua obra literária. Filha de pai violento, que preferia abertamente os filhos homens e,pensava que alfabetização não cabia às moças que eram preparadas somente para se casar e servir ao marido.

Mary aprendeu a ler e escrever com vizinhos e devorou o que tinha de melhor da literatura da época.

Autodidata, tornou-se tradutora, jornalista e professora e conseguiu seu maior objetivo: não depender de homem nenhum, pelo menos financeira e intelectualmente.

Trabalhou para ter o próprio dinheiro, desprezou o casamento, teve uma filha fora dele e quando se rendeu à união formal, exigiu viver em casas separadas.

É certo que pagou um alto preço por tudo isto. Se ainda hoje isso é considerado uma ousadia, imagine naquele tempo.

Teve uma filha: chamada Mary Shelley que, também escritora, foi a  criadora de Frankenstein.

Mas hoje, não quero falar só dessas mulheres lutadoras e fortes que desafiam as convenções.

Quero falar daquelas mulheres que encontramos todos dias, que parecem frágeis e resignadas ao seu destino mas são mais fortes que rochas.

Quero falar daquelas mulheres que se misturam à multidão sem serem notadas.

Mulheres como as nordestinas, que com um fiapo de voz num corpo esquálido, contam em poucas e duras palavras a luta de criar os filhos.

Vivem numa miséria total onde até o bem mais precioso da vida, que é a água, lhes falta.

Viúvas de maridos vivos!

Muitos assim as chamam… mas acho que viúvos são seus maridos que fogem do destino cruel, (ou será que fogem da família, da impotência de alimentar os filhos, ou da própria covardia). Desculpe-me se pareço rude escrevendo este termo a pessoas tão sofridas, mas me parece covardia abandonar a mulher cheia de filhos para tentar uma vida melhor.

Muitos de fato não encontram nada melhor, outros encontram outra mulher e formam outra família esquecendo daqueles a quem deixou na mais profunda miséria.

A mulher, ao contrário jamais abandona seus filhos e, se era difícil antes com o marido ao lado, imagine depois sozinhas…

Mas resistem e lutam e secam com o sol. Suas faces enrugadas demonstram uma velhice precoce. Mas o mesmo sol as torna fortes, inquebrantáveis na esperança e na fé e assim conseguem criar os filhos de maneira sofrida, mas honrada.

A minha homenagem de hoje vai para estas mulheres. Mulheres que lutam contra a própria natureza e sofrem caladas, resignadas, e vencem batalhas que os homens abandonam por considerarem perdidas.

À TODAS elas meu eterno respeito, meus cumprimentos e meu desejo de vida melhor.

Que vocês possam viver a felicidade de ver seus filhos vencendo, que vejam seus netos podendo estudar e tornarem-se “doutor”.

À vocês meu louvor.

Feliz dia das mulheres!

Angel

terça-feira, 3 de março de 2009

Quer emagrecer?

101-0169_IMG Não precisamos de um esforço muito grande para percebemos que a população mundial  engordou muito nos últimos 30 anos.

Quando eu era jovem e ia à praia era raro ver pessoas gordas. Hoje parece que a coisa se inverteu. Encontrar alguém magro é que está difícil.

Celulite? Nunca vira ninguém com este problema. Minha avó, já octogenária tinha pernas belíssimas e lisinhas. Assim eram quase todas as mulheres. Claro, a alimentação era outra: comida sempre feita em casa, nada de refrigerantes, lanches, e também nada de andar de carro.

Hoje, a importância com a aparência cresce a ponto de assustar e junto com a estética vem os problemas com a saúde: colesterol, triglicerídeos, diabetes, hipertensão…

Os pesquisadores de Harvard School of Public Health (Hsph) e da Pennington Biomedical Research Center, guiados por Frank Sacks deoNational Hearth, Lung and Blood Institute (Nhlbi) chegaram à conclusão que para emagrecer precisamos comer menos ( 1200 caloria/dia) e ter uma alimentação equilibrada, sadia e sobretudo hipocalórica. Sem esquecer também os exercícios, pelo menos 90 minutos por semana.

Nossa , que descoberta!!!

Quanto será que gastaram na pesquisa???

Descobriram também que não importa qual dieta adotar, com mais gorduras ou mais carboidratos, o mais importante é que ela seja supervisionada.

As pessoas que participaram de pelo menos de dois terços das reuniões com o especialista conseguiram perder até 10 quilos em 2 dois anos.

Sacks diz que: “ ajudar uma pessoa a atingir seus próprios objetivos pode ser mais importante que decidir quais nutrientes deve constar na sua dieta.”

Amigos, mãos à obra. Vamos nos ajudar. Comecemos e toda semana façamos um encontro para ver os resultados.

Viu como é simples?

Economizamos, aproveitamos para bater um papinho e de quebra perdemos uns quilinhos. Fácil, fácil!

Até á próxima… Encontrarei vocês bem mais magrinhos.

Topa?