quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Uma cantina tipica

Depois de um passeio pelas montanhas e ao Vale dos Lagos onde as nuvens baixas deixavam o ambiente com aquele ar de misterio proprio dos filmes de suspense paramos  em um estacionamento na pequena cidade de Padergnone.

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Achei o lugar um pouco estranho. Ninguém nos arredores e no centro  um caquizeiro carregadinho de frutas.  O friozinho convidava a um vinho e também a um “panino”.

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Uma porta quase imperceptivel num pequeno corredor nos levou a uma das mais incriveis cantinas que ja vi: a Cantinota ou caneva Bressan. O local é bastante diferente, cheio de tantos penduricalhos e coisas que romantam a seculos. Dificil resistir a nao olhar tudo e fotografar. Com o devido consentimento de um dos donos fiz algumas fotos do lugar para mim tao pitoresco.

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Esta é a porta de entrada vista por dentro. Sobre a porta uma frase :

LUNA SENZA SOLE NON RISPLENDE (Lua sem sol nao resplende) 

VINO SENZA SOLDI NON SI VENDI (vinho sem dinheiro nao se vende)

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Por todos os lados ve-se versos, e objetos dos mais variados. Uma verdadeira coleçao. Uma historia marcada também na madeira das mesas onde sao servidos os clientes. Assim como se fazia antigamente, sem toalhas nem tanto aparato.

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O clima é de extrema cordialidade e quem ali vai se sente como se estivesse em casa. O lugar é aconchegante e muito visitado por turistas de todo o mundo.

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Alguns deixam sua marca em recadinhos nas paredes, outros mais famosos se deixam fotografar com os donos e algumas cedulas de dinheiro de varios paises se tornam quadros emuldurados de maneira bastante rustica.

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E incrivel a quantidade de coisas que encontramos ali.

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Os irmaos Ezio,Luciano e Alberto Bressam iniciaram com a Cantina em 1950 e ainda estao ali trabalhando com o mesmo entusiasmo e alegria de sempre. Pode-se dizer que sao pioneiros no turismo da regiao. cantina 376

Eles também poduzem um tipo de vinho muito parecido com  “vino santo”. Este tipo de vinho é um pouco particular porque se produz com a uva do tipo Nosiola e logo apos a colheita desta uva (setembro) a colocam em grades de madeira onde possa passar o ar. A brisa que vem dos lagos favorece a criaçao de uma especie de mofo e ali elas ficam por pelo menos 7 meses. Quando chega a semana santa elas sao pisadas e depois se faz o vinho. Por isto o nome de vinho santo.

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Sair dali sem pelo menos uma garrafa é um grande pecado. O vinho é licoroso porem se deve ter um pouco de cuidado porque o teor alcoolico é alto.cantina 370

Outras guloseimas também se pode encntrar ali como o famoso Strudel de maça e frutas da estaçao.

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Estar ali é voltar no tempo e saborear aquilo que a vida tem de melhor. O prazer de se estar entre amigos ou mesmo sozinho a degustar um copo de vinho e outras delicias como “ la pancetta, speck, bresaula, mortadela, wuster e coppa, etc”, é um momento  inesquecivel e uma das coisas impagaveis nos tempos de corre corre de hoje em dia.

domingo, 14 de novembro de 2010

Premio Sol Brillante

Um presente muito lindo que recebi de Rebecca.

Voce é muito especial e brilhante como o premio que me regalou.

Aqui o tempo anda cinzento, as arvores se preparam para o inverno e o frio pinta de branco as montanhas com uma camada de neve. Receber um premio como este é como receber um abraço aconchegante.

Repasso com carinho aos amigos que como eu estao agora no hemisferio norte e sentindo o friozinho que se aproxima.

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

4 de novembro - fim da primeira guerra

Dia 5 visitei  lugares lindos onde as montanhas imponentes exibem toda sua beleza seja nas cores do outono ou nos picos nevados.

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Mas se hoje me parece assim, um dia no passado, elas foram desafios para muitos bravos soldados que defenderam com suas vidas sua patria.

DSCF0270Depois uma visita à cidade de Bezzeca, cidade onde ocorreram alguns fatos importantes da Italia. Aqui se desenvolveram algumas batalhas pela independencia da Italia. Em 1866 sob o comando de Giuseppe Garibaldi e depois em 1914 quando da primeira guerra.

DSCF0266Na primeira guerra soldados italianos espreitavam estas montanhas de onde vinham os austriacos e ali muitos perderam suas vidas.

Ainda hoje se podem visitar as trincheiras e galerias onde ficavam os soldados à espera dos inimigos e se protegiam dos ataques.

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Senti arrepios so de estar ali e imaginar o que viveram aqueles rapazes num lugar escuro, frio e umido, ouvindo os canhoes e sempre alertas ao ataque.

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Hoje o lugar é uma espécie de museu a céu aberto que podemos visitar e recordar os tempos dificeis de uma guerra que nao poupa ninguém.

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Monumentos em homenagem aos mortos e um canhao nos faz voltar no tempo e pensar.

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A todos os bravos que tombaram nesta e em todas as guerras, minha  pequena homenagem e, aos homens de hoje, um pedido: que antes de pensarem em qualquer tipo de conflito relembrem todo o sofrimento das maes que perderam seus filhos em guerras. 

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Que as colinas e montanhas de agora nao sejam mais palco de batalhas mas lugares para serem apreciados pela sua beleza.

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Sejamos também nos como as estaçoes do ano.

O outono lança as folhas ao solo e assim prepara as plantas  para suportar o inverno e poupadas  possam  renascer mais fortes  na proxima primavera.

Visitando uma “Malga

Malga é uma especie de fazenda em alta montanha onde se levam as vacas no verao para pastarem ervas frescas e ainda perfumadas o que torna o leite ainda mais gostoso e apreciado. 

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Visitei uma delas um dia antes de fecharem e transportarem novamente as vacas para as estalas fechadas onde passarao o inverno comendo feno e protegidas do frio intenso e da neve.

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Uma das vacas desta Malga havia sido premiada uma semana antes como a melhor de todo o Vale.

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Uma coisa que achei diferente é o modo como separam os bezerros das maes.

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Uma coisa que achei diferente é o modo como separam os bezerros das maes.

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A neve  proxima, a altura  das montanhas e as nuvens baixas traziam àquele local um friozinho que nos fazia tremer e se agasalhar, porém as pessoas que ali trabalhavam, usavam  camisa com mangas curtas como se ainda fosse pleno verao.

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Gentilmente nos mostraram e contaram como fazem para separar o creme do leite para depois fazer a manteiga,

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E também o “caldeirao” onde esquentam o leite ate o grau necessario para depois talhar e fazer o queijo.

DSCF0210Depois de todo um processo eles ficam em prateleiras e se pode escolher os mais frescos ou os mais curados.

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Outra coisa que me chamou a atençao foram as cabras tibetanas. Pequenas e formosas, pelo liso e brilhante, carater curioso pareciam caes a rodear a casa.

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No dia seguinte, todos os homens e animais deixariam o vale ate que, novamente a primavera retorne e de novo a erva cresça para que possam voltar no proximo verao.

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Nota: altitude da Malga 1559 m.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Lençois paulista- a cidade do livro

Lençois é a cidade onde nasci e sempre vivi.

Tenho orgulho dela principalmente porque é a “cidade do Livro”.

Panorama di Lençóis Paulista

http://pt.wikipedia.org/wiki/Len%C3%A7%C3%B3is_Paulista

      “A Biblioteca Municipal “Orígenes Lessa”, foi criada por Zanderlite Duclerc Verçosa em 21 de Dezembro de 1961, funcionando provisoriamente em uma sala improvisada e emprestada no prédio do Ubirama Tênis Clube. Em  abril de 1961 foi criada a Lei de nº 506, que previa a remodelação da então Praça da Bandeira, bem como a construção de um conjunto arquitetônico compreendendo Concha Acústica e a Biblioteca. O prédio especialmente construído para abrigar a Biblioteca da cidade, de propriedade da Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista, oferecia um local  próprio e adequado para acomodar o acervo, que crescia a cada campanha de doação encabeçada pelo então patrono e ilustre cidadão lençoense, o escritor Orígenes Lessa.”

origenes1Jornalista, contista, novelista, romancista e ensaísta, nasceu em Lençóis Paulista, SP, em 12 de julho de 1903, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13 de julho de 1986.http://cidadedolivro.wordpress.com/origenes-lessa/

Graças à inciativa destas e de outras pessoas temos hoje a maior biblioteca do interior do Brasil com mais livros que habitantes.

Atual faixada da Biblioteca Municipal "Orígenes Lessa" na praça "Comendador José Luiz Zillo"

As atividades culturais estao sempre presentes: teatro, musica, dança e muitissimas outras açoes onde crianças, jovens e adultos podem estar em contato com a cultura e longe das ruas.

Na semana de 16 a  26 de novembro acontecera o Festival do livro.

2º FESTIVAL DO LIVRO

Pena que nao estarei la para ver de perto todas as manifestaçoes, mas fica o convite a todos e a esperança que no futuro as novas geraçoes possam usufruir sempre mais desta fonte de cultura.

Para saber e conhecer mais acessem o link.

http://cidadedolivro.wordpress.com/

Abraço a todos meus  amigos dali.