domingo, 10 de novembro de 2013
Tantas coisas se passaram desde o ultimo post que poderia escrever muitos livros. Tive, como todos os mortais, dias felizes e outros nao tantos mas apesar de todos os pesares continuo a acreditar nas pessoas. Ainda acredito que existam pessoas boas que sabem ouvir, acolher, agradecer...
o coracao pode sangrar, despedacar-se, as lagrimas podem teimar em rolar e molhar o rosto com muitas injusticas, mas ainda tenho e terei sempre a esperanca que um dia tudo pode mudar.
A todos os que sofrem ou estejam tristem deixo meu abraco caloroso de conforto.
Somos todos seres humanos e os mais sensiveis sofrem mais.
Sei que o orgulho ou outros sentimentos mesquinhos podem arruinar nossos dias e o de outros por isto peco a Deus que me sustente em sua mao e me conduza sempre pelo caminho do bem.
Bom domingo a todos e obrigada pelos comentarios tao gentis deixadas pelas pessoas que se sentem tocadas por algum artigo que aqui deixei registrado. quero acreditar que isto e possivel porque sao pessoas tao sensiveis quanto eu e que leem nas entrelinhas todo o sentimento que meu coracao provava naquele momento.
Abraco a todos.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Realidade
... Max Gehringer
Quando vc era bem pequeno... ...eles gastavam horas lhe ensinando a usar talheres nas refeições...
... ensinando você a se vestir, amarrar os cadarços dos sapatos, fechar os botões da camisa..
Limpando-o quando você sujava suas fraldas lhe ensinando a lavar o rosto a se banhar a pentear seus cabelos...
...lhe ensinando valores humanos...
Por isso...
...quando eles ficarem velhos um dia...e seria bom que todos pudessem chegar até aí (não preciso explicar...não é?)
...quando eles começarem a ficar mais esquecidos e demorarem a responder...
...não se chateie com eles...
...quando eles começarem a esquecer de fechar botões da camisa, de amarrar cadarços de sapato...
...quando eles começarem a se sujar nas refeições...
...quando as mãos deles começarem a tremer enquanto penteiam cabelo...
...por favor, não os apresse...porque você está crescendo aos poucos, e eles envelhecendo...
...basta sua presença... sua paciência... sua generosidade... sua retribuição...
...para que os corações deles fiquem aquecidos...
...se um dia eles não conseguirem se equilibrar ou caminhar direito...
...segure firme as mãos deles e os acompanhe bem devagar respeitando o ritmo deles durante a caminhada... da mesma forma como eles respeitaram o seu ritmo quando lhe ensinaram a andar...
fique perto deles...assim como...
...eles sempre estiveram presentes em sua vida, sofrendo por você... torcendo por você...
e vivendo "POR VOCÊ""Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO" .
... Max Gehringer
Recebi por email e achei a mensagem muito verdadeira.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Bertioga
Bertioga foi um distrito de Santos até 1991, quando tornou-se um município independente.
Seu nome tem sua origem no Tupi antigo falado na costa e que significa em tese Piratyoca, ou seja, casa do peixe branco. Para outros no entanto, significaria Buriquioca, ou casa do macaco buriqui.
Seja como for, durante o início da colonização no século XVI, a região era considerada de transição entre o território tupinambá que ia desde o Cabo de São Tomé no Rio de Janeiro, até o rio Juqueriquerê em Caraguatatuba e o território dos tupiniquins que ia desde as cercanias de São Vicente, passando por Itanhaém e Peruíbe, até Cananéia.
Sofrendo constantemente ataques dos tupinambás de Ubatuba (em Angra dos Reis) que se reuniam com suas canoas no local do mesmo nome Ubatuba mais tarde chamada de Yperoig e atual cidade do Litoral Norte Paulista.
Os portugueses do núcleo vicentino decidiram construir o Forte de São João da Bertioga que é considerada a fortificação mais antiga do Brasil, pelo qual certa vez ficou responsável Hans Staden, um mercenário alemão a serviço do rei de Portugal, que foi capturado pelos tupinambás mas foi libertado por intervenção dos franceses, aliados dos tupinambás.
Retornando à Alemanha escreveu um livro sobre suas aventuras no Novo Mundo ("História Verdadeira e Descrição , Sombrias e Canibais no Novo Mundo, América"). Este livro vendeu muito na época principalmente porque nele Staden alega que os tupinambás eram canibais.
Foi também de Bertioga que, em 1565, Estácio de Sá e expedicionários de Santos, São Vicente e São Paulo saíram para fundar a cidade do Rio de Janeiro.
Importante palco da história brasileira, Bertioga possui 33,1 Km de lindas praias, 482 Km de Mata Atlântica, belíssimas cachoeiras, piscinas naturais, importantes bacias hidrográficas e uma grande área tombada de preservação.
Conta ainda com uma excelente infra-estrutura para o turista, com hospedagem para todos os gostos e bolsos, ao longo de todas as praias, o divertimento garantido graças a biodiversidade, propícia para esportes de aventura, pesca,
mergulho, passeios e trilhas ecológicas e o rico histórico cultural. Em Bertioga, que originalmente era Buriquioca - Casa dos Macacos - nada é mais importante que a qualidade de vida. ![]()
Há poucos minutos da Capital Paulista, entre o mar e as montanhas, Bertioga é um paraíso esperando por você e sua família.
Este é o complexo turistico do Sesc em bertioga, onde pude passar momentos maravilhosos junto a uma natureza ainda exuberante.
À primeira vista ja se pode avaliar o que a natureza oferece aos visitantes.![]()
Cansada da areia e da água salgada? Um complexo de piscinas te espera.
Esculturas de areia.
As crianças se divertem nas piscinas rasas e cheias de brinquedos aquáticos.
Porque não curtior um fim de tarde ouvindo a natureza e fazendo o que se gosta.
Isto é um pedacinho do Brasil, país de imensidão territorial e de uma surpresa em cada lugarzinho.
sábado, 11 de junho de 2011
A pausa
“ Na pausa não há música, mas a pausa ajuda a fazer a música”.
Na melodia da nossa vida a música é interrompida aqui e ali E nós, sem refletirmos, pensamos que a melodia terminou.
Deus nos envia, às vezes, um tempo de parada forçada. E faz uma pausa repentina no coral de nossa vida. Pode ser uma provação, planos fracassados, ou esforços frustrados . Mas na verdade é preciso fazer uma pausa...
Mas como é que o maestro lê a pausa? Ele continua a marcar o compasso com a mesma precisão e toma a nota seguinte com firmeza, como se não tivesse havido interrupção alguma.
Deus segue um plano ao escrever a música de nossa vida. Elas não estão ali para serem passadas por alto ou serem omitidas, nem para atrapalhar a melodia ou alterar o tom. E sim para aprimorar A nossa parte deve ser aprender a melodia e não desmaiar nas "pausas".
Se olharmos para cima, Deus mesmo marcará o compasso para nós. Com os olhos Nele, vamos ferir a próxima nota com toda a clareza sem murmurarmos tristemente: “Na pausa não há música”. Não nos esqueçamos, contudo, de que “ela ajuda a fazer a música”.
Compor a música da nossa vida é geralmente um processo lento e trabalhoso. Com paciência, Deus trabalha para nos ensinar! E quanto tempo Ele espera até que aprendamos a lição!
Lembre-se, a pausa não dura muito, é apenas um tempo suficiente para que você se renove e continue... Ela apenas serve para continuar a música!!! Olhe melhor a sua volta... Viva a Vida! Pare! E aceite a pausa, você merece ser mais amado e amar, sonhar, sorrir, cantar e ser feliz, muito mais feliz!!!
(Texto recebido por email)
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Resgatando a Festa de Santo Antonio do Corvo Branco
Recebi a agenda cultural de minha querida cidade de Lençóis.
Com prazer vejo que entre todos os eventos está o resgate de uma festa que por muitos e muitos anos fora uma tradição:
a Festa de Santo antônio no Bairro do Corvo Branco.
Relembro que ainda menina ia à missa na Matriz,
hoje Santuário Nossa Senhora da Piedade e, depois da missa o andor de Santo Antônio era levado em procissão até o Corvo Branco. Era uma procissão bem longa onde praticamente todas as moças e moços gostavam de ir. Alguns pela devoção, outros pela oportunidade de encontrar um(a) possível pretendente, e todos, certamente pela festa que ocorria depois.
Distante cerca de 3 km, as pessoas caminhavam pela estrada poeirenta e cantavam.
A festa era simples assim como as pessoas que a frequentavam. Tinham algumas barraquinhas onde crianças e adultos se divertiam com os jogos de pescaria, coelhinho, bingo, doces… e tinha um serviço de som onde o forte era o correio elegante.
Naquele tempo quando alguém tinha interesse em uma garota bastava ir até o sistema de auto falante e dedicar uma música a amada. O locutor com voz melada anunciava quem estava dedicando aquela melodia e assim todos ficavam na expectativa para saber quem era a pretendida.
Muitos casamentos começaram ali. O santo casamenteiro contribuia e para finalizar havia sempre a missa na Capela de Santo Antônio.
Tinha também um coreto onde se realizavam leilões. As prendas doadas eram porquinhos, frangos, tortas e bolos.
Depois as coisas foram se modificando e fizeram grandes barracas do tipo restaurante. O encanto da festa foi se perdendo e aos poucos ficou completamente esquecida.
Foi com alegria que li o seu retorno, mesmo que modificada e agora até com shows, mas o que vale é reviver a festa.
Muitas são as simpatias ligadas ao Santo. Se quiser saber alguma delas clique sobre a palavra simpatias.
Deixo aqui a programação e quem quiser comparecer acredito que irá gostar.
Programação
De 10 a 13 de junho
Programação:
Dia 10 - sexta-feira
19h30 - Missa na Capela
20h00 as 23h00 - Quermesse - Feira de artesanato
20h30 - Peça teatral - O Auto do Amor Caipira
21h00 - Show com Edu e Anderson
Dia 11 - sábado
10h00 - Cavalgada com a Imagem de Sto Antonio - saída da Igreja N. S. Aparecida
12h00 - Cavalgada - chegada no Corvo Branco
12h00 - Almoço Caipira - Salão do Rancho Sertanejo - Animação Emílio Campanholi e Conjunto
13h00 - Brincadeiras e briquedos tradicionais
19h30 - Missa na Capela
20h00 as 23h00 - Quermesse - Feira de artesanato
20h30 - Peça Teatral "Pena que a Galinha Sumiu"
21h00 - Show com Orquestra de Violas de Itapuí
Dia 12 - domingo
10h30 - Missa dos Namorados na Capela
12h00 - Almoço Italiano - Salão do Rancho Sertanejo - Animação Marcos Ricieri
13h00 - Brincadeiras e brinquedos tradicionais
16h00 - Peça Teatral - Malasarteando
16h00 as 23h00 - Quermesse - Feira de artesanato
17h00 - Apresentação de danças com Street Star, Tablado, Casa da Cultura e In Pulsus
19h00 - Levantamento do Mastro de Santo Antonio
20h00 - Show com Musicamps
Dia 13 - segunda - feira - Dia de Santo Antonio
19h00 as 23h00 - Quermesse - Feira de artesanato
19h30 - Missa na Capela - Benção dos Pães
20h30 - Concerto Segue o Seco com Coral Municipal
21h00 - Show com Banda Namp
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Cem anos.
( Foto de 1995 quando completou 84 anos com alguns de seus bisnetos e tataranetos.)
Fosse vivo, hoje meu pai estaria completando 100 anos. Ele se foi há nove anos mas sua presença jamais será apagada de minha vida.
Foi um pai severo, severíssimo. Moldado por uma educação do século XIX e por uma geração machista, muitas vezes fez sofrer a todos da família pela postura altiva.
Ele sempre tinha razão, não havia espaço para diálogos. Assim cresci, sendo sempre submissa e obediente. Naquele tempo criança não tinha voz e nem podia ouvir conversa de gente grande. Se por acaso, distraída, eu não visse que havia alguém na sala a conversar e entrava no ambiente bastava um olhar para que eu entendesse imediatamente o recado e voltando nos pés saísse dali em silêncio.
Éramos só nós dois. Minha mãe morrera quando eu tinha apenas 9 anos. Meus irmãos, todos bem mais velhos, já eram casados e seus filhos tinham a mesma idade que eu.
Eu estudava e cuidava da casa mas ele nunca gostou que eu estudasse, mesmo sendo a escola em frente à casa onde morávamos. Fazia minhas lições escondida e deixava para ler e estudar quando ele já tinha ido dormir.
Banho também se devia fazer quando ele saía, pois criado nos moldes de uma educação européia, dizia que muito banho fazia mal e se por acaso chegasse e percebia que eu estava no banho desligava o relógio de energia e assim a chuveirada terminava gelada e com um sermão.
Mas, por outro lado tinha um coração bom. Repartia tudo o que tinha em casa com os amigos e vizinhos. Se via alguém passando frio era capaz de tirar sua camisa para dar aos outros.
Na época das frutas ninguém podia colher nada antes da hora e depois da colheita, feita por ele, era repartida igualmente entre todos os filhos.
Dizia que havia tido apenas 3 meses de aula, mas aprendera o suficiente para ler, escrever e calcular até juros com uma rapidez espantosa. Aliás, sua inteligência e memória fora fabulosa até nos últimos dias de vida.
Gostava de jogar baralho e me ensinou muita coisa que pode parecer espantosa aos pais de hoje.
Ensinou a jogar muitos tipos de jogos com cartas, ensinou-me a atirar com revólver e espingarda. Até comprou-me uma arma, daquelas de chumbinho à pressão, mas suficientemente perigosa pois poderia até matar pequenos animais. Mas também ensinou-me a responsabilidade de tê-la em mãos.
Cresci assim meio garota, meio moleque. Submissa mas sabendo exatamente o que queria. Quando se tem limites rígidos se procura sonhar e realizar os sonhos.
Apesar da dureza da educação aquilo me fazia sentir segura. Sabia o que podia e o que desejava com clareza.
Naquele tempo parecia tudo tão difícil… Hoje, lembro com saudade.
Saudade de você, pai... Saudade das histórias de Saci, de mula sem cabeça, de Lobisomem… Saudade dos jogos de buraco… Saudade até das broncas, mas sobretudo saudade do seu sorriso e do brilho no olhar quando contava e recontava as histórias da família, da vinda dos pais para a América e das dificuldades e das vitórias.
Você não sabia mentir… era fácil descobrir porque quando o fazia havia sempre uma nesga de sorriso no canto dos lábios.
Saudade… Saudade…
Onde quer que estejas te envio meu abraço e meu muito obrigada.
Parabéns, pai. Amarei você eternamente.
Angela
domingo, 8 de maio de 2011
Mensagem a um desconhecido
Teu bom pensamento longínquo me emociona.
Tu, que apenas me leste,
acreditaste em mim, e me entendeste profundamente.
Isso me consola dos que me viram,
a quem mostrei toda a minha alma,
e continuaram ignorantes de tudo que sou,
como se nunca me tivessem encontrado.
Fevereiro, 1956
Cecília Meireles
