“Séculos atrás, quando o mundo conhecido era menor que o pergaminho no qual seu mapa era traçado, os cartógrafos faziam a figura de um dragão na borda do rolo.
Era um aviso para o explorador: a partir dali ele estaria entrando em território desconhecido por sua conta e risco.
Infelizmente, alguns tomavam a marca ao pé da letra, temerosos de se aventurar por novos mundo. Outros mais ousados, viam no dragão um símbolo de boas oportunidades, uma porta para terras virgens.
Todos nós temos na cabeça um mapa mental do mundo. É a informação que usamos para enfrentar o dia-a dia. Assim como na antiguidade, nossos mapas também têm dragões. Eles representam tudo o que, por algum motivo, não queremos ousar ou levar adiante. Talvez seja o medo de falar em público, o receio de ir a uma festa onde não conhecemos ninguém, a dificuldade que temos diante de um esporte… Às vezes esses dragões têm razão de ser, outras servem apenas para inibir o explorador e afastá-lo do caminho da descoberta.”
Roger Von Oech em seu livro “ Um chute na rotina”, sugere que sejamos um explorador, que ousemos, que quebremos a rotina para descobrir algo maior e talvez melhor.
Quantas oportunidades não perdemos por medo de mudanças? Quantas vezes não nos acomodamos, infelizes, por falta de iniciativa?
Ousar não significa agir impensadamente. Nenhum explorador partia para possíveis aventuras sem antes preparar-se e estudar todas as possibilidades. Quem assim o fez certamente não chegou a lugar algum.
Quando pequena, na escola, diziam-me que o Brasil fora descoberto ao acaso. Na verdade, o comandante da frota sabia exatamente o que estava fazendo quando aqui chegou.
Somos todos integrantes desta nave e podemos escolher entre ser comandados ou comandar. Devemos assumir as rédeas de nossa vida, assumir os riscos.
Certamente é muito cômodo deixar as coisas acontecerem e ficar assistindo de camarote mas, se quisermos ser protagonistas, devemos encarar o palco e mostrar a cara, estar sujeitos à chuva de ovos e tomates ou receber aplausos.
Somos nós que escolhemos o que queremos ser.
Pode custar caro a ousadia mas você nunca saberá se vale a pena ou não se não tentar.