terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Acerto de contas.

anonovo02

 

O ano termina e mais uma vez contabilizo meus ganhos. Quantos amigos novos, quantas alegrias, quantas tristezas, quanto conhecimento adquirido, quanta satisfação, quantos sonhos desfeitos e quantos realizados,  quantas lágrimas, quanta superação…

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A lista é grande.

Poderia ficar a noite toda mas prefiro sempre pensar nas coisas boas e nos sonhos que ainda quero realizar. Acredito que somos todos iguais. Sonhamos sempre e desejamos que  o melhor aconteça. Nem sempre tudo sai da maneira como desejamos mas o mais importante é continuar acreditando e sonhando.

Um dia eles acontecem.

pomba da paz

Quero também agradecer.

Agradeço em especial a Deus por toda caminhada que fez ao meu lado, me amparando e, também aos anjos que estão sempre me protegendo.

Agradecer a todos os momentos bons que vivi e  todo carinho real e virtual que recebi.

Agradecer à todas as mensagens lindas e aos muitos votos de Feliz Natal. 

Agradecer a todos que visitaram este espaço (mais de 16.000 visitas de 72 países diferentes); aos que deixaram seus comentários e a todos que, gentilmente, resolveram seguir este blog; aos amigos de perto e também aos de longe.

À todos vocês, meu abraço carinhoso e

meu agradecimento sincero.

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Desejo, de coração, um ano novinho em folha para que possam viver seus sonhos e realizá-los.

Que possam colher mais alegrias que tristezas e, que no final, tenham mais coisas a agradecer que  pedir.

“Que nunca  falte a cada um de vocês, um sonho pelo que lutar, um projeto para realizar, algo que aprender, um lugar onde ir, e alguém a quem amar... Feliz Ano Novo!”

 

 

anonovo18

 

Angel

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Quando descobri que Papai Noel não existia

 

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O tempo anda veloz, veloz demais para o meu gosto. Não damos mais conta dos compromissos.  Coisas boas como abraçar os amigos, desejar pessoalmente boas festas definitivamente ficaram no passado.

Alguém acelerou a roda do tempo, deu corda demais no relógio e agora para todos os lados que olho parece que vejo sempre o coelho da história da Alice a olhar para um grande relógio a dizer: Estou atrasado!

Quando era menina, o tempo andava lento como os carros nas ruas. Os dias eram longos como as conversas nas varandas.

O Natal custava a chegar e era sempre muitos esperado pelas crianças.

Somente no Natal se podia ganhar algum presentinho, pois não se comemorava o aniversário (quando muito se puxava as orelhas no número de vezes que fazia os anos).

Os presentes eram coisas simples como bonecas de louça e carrinhos de madeira, mas eram ansiados e cuidados depois por todo o ano seguinte.

Na véspera do Natal, as crianças eram orientadas a cortar capim para o cavalinho do Papai Noel. (Não sabíamos que o “cavalinho” na verdade eram renas). Colocava-se o capim em um pratinho ou sapatinho e o deixava toda a noite na janela, pelo lado de fora.

Durante a  noite, a mágica  acontecia. Papai Noel deixava um presente enquanto seu “cavalinho” comia todo o capim.

Somente as crianças boazinhas ganhavam presentes, mesmo!

Eu era a última dos 7 filhos e, quando nasci, minhas irmãs eram já adultas  e duas eram casadas e tinham filhos. Assim, sozinha e não tendo com quem brigar, sempre fui muito boazinha. Mas, tinha uma sobrinha, dois anos mais nova que era um terrorzinho. Quebrava meus brinquedos e me batia. Porém, o castigo era sempre para as duas, não importava quem começava ou quem apanhava.

Na semana do Natal a expectativa das crianças era grande. Vinham para a minha casa minhas irmãs casadas e seus filhos. Os adultos se preocupavam com os preparativos da festa. Não tendo supermercado, alguns meses antes meu pai comprava leitoa, cabrito e galinhas e na véspera os matava. Era um dia de grande tristeza para mim. Não podia ouvir os gritos dos bichinhos e nem ver meus amiguinhos morrendo.

Mas, a espera do Papai Noel superava qualquer coisa.

Tinha eu 4 ou 5 anos e, pela euforia, não conseguia dormir.

Pensando que todas as crianças já estavam dormindo, os adultos começaram a colocar os presentes e eu ouvi claramente quando minha irmã perguntou ao meu pai onde estava o meu presente.

Ele disse que havia se esquecido de comprar. Não sei o que foi mais terrível: descobrir que Papai Noel não existia ou perceber que meus pais haviam se esquecido de comprar o único presente do ano para a caçulinha.

Engoli o choro para não perceberem que eu estava acordada.

Assim, com os sonhos espedaçados e o coração partido passei boa parte da noite. Na manhã seguinte ouvia o riso alegre dos meus sobrinhos abrindo seus presentes. Eu não queira ir até à sala pois sabia que não havia nada para mim.

Mas, minha irmã me chamou para ver o que eu tinha recebido. No meu pratinho havia uma garrafinha de guaraná. Foi o que eles puderam pensar naquela hora da noite. Confesso que não foi fácil engolir o líquido nem me esquecer dos olhos que me fitavam com pesar.

Nunca reclamei por não ter recebido meu presente, mas também nunca mais me esqueci do dia em que fui esquecida pelo Papai Noel.

Hoje, penso nas crianças que nunca puderam ter um natal com brinquedos, com fartura na mesa e agradeço a Deus a vida que tenho. Apesar de tudo, sou uma felizarda. Tive família, noite de Natal e também alguns brinquedos.

Aquele que não recebi serviu para aprender a não valorizar tanto as coisas materiais e que no Natal o que importa mesmo é a união da família, a paz e o amor.

Grazie Paola!

Recebido da Paola do blog

http://premi-terre.blogspot.com/.

Agradeço de coração  todas as lindas mensagens recebidas por email e também através dos comentários.

Que Deus os abençoe e que esta amizade frutifique e que possamos em 2010 continuar trocando palavras carinhosas e fazendo deste mundo um lugar melhor onde a gentileza seja usada como moeda de troca, o amor seja uma constante e a paz um sonho realizado.

Desejo à todos

Feliz Natal

e Ano Novo

repleto de surpresas

boas,

muita saúde pra todos e

paz para o mundo.

 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Gocce di amicizia

Há pouco mais de um ano comecei a escrever e postar algumas coisas que tocavam  meu coração.

Não poderia imaginar que com este pequeno gesto descobriria tantas pessoas “do bem” e que pensavam como eu; que pudesse identificar-me tanto com pessoas que talvez nunca conheça seu rosto nem sua voz; pessoas sensíveis e de alma cândida; pessoas que amam os animais, a natureza e principalmente outros seres humanos, apesar de seus defeitos.

Desta forma encontrei Antonella. Una persona stupenda.

Presenteia seus amigos com mimos como este que recebi,  agradeço e compartilho com todos os meus amigos e os  convido a visitar seus blogs.

Feliz Natal!

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 Questa poesia meravigliosa di Madre Teresa di Calcutta:

di rinascere per donarlo agli altri.

E' NATALE

E' Natale ogni volta

che sorridi a un fratello

e gli tendi la mano.

E' Natale ogni volta

che rimani in silenzio

per ascoltare l'altro.

E' Natale ogni volta

che non accetti quei principi

che relegano gli oppressi

ai margini della società.

E' Natale ogni volta

che speri con quelli che disperano

nella povertà fisica e spirituale.

E' Natale ogni volta

che riconosci con umiltà

i tuoi limiti e la tua debolezza.

E' Natale ogni volta

che permetti al Signore

di rinascere per donarlo agli altri.

 

A poesia  acima foi publicada por ela e tento agora fazer uma tradução para os amigos que leem português.

É Natal!

É Natal toda vez

que sorri a um irmão

e lhe estende a mão.

É Natal toda vez

que fica em silêncio

para ouvir o outro.

É Natal toda vez

que não aceita os princípios

que relegam aos oprimidos

a margem da sociedade.

É Natal toda vez

que espera com aqueles

que se desesperam

na pobreza fisica ou espiritual.

É Natal todavez

que reconhece con humildade

os teus limites e tua fraqueza.

É Natal toda vez

que permite  ao Senhor

de renascer para doá-lo aos outros.

 

Grazie Antonella!

 

O cartão de Natal me foi dado pela Antonella e quero dividir com vocês o presente. Pode levar, é de coração.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O que usar no Natal?

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Que tal vestir seu mais belo sorriso?

Seu sorriso mais sincero,

mais puro  e verdadeiro.

Nada custa,

  enriquece quem recebe

sem empobrecer quem o dá.

Pode durar apenas um segundo,

mas a memória de quem recebe

pode guardá-lo para sempre.

Um sorriso é como uma senha

que abre seu coração ao próximo.

Mostra que ali,

todos tem um lugarzinho

onde se abrigar.

Um sorriso pode representar

o repouso depois de um dia duro

no trabalho,

um incentivo para quem está desanimado,

uma a alegria para quem está triste

e ainda é o melhor antídoto

para o mau-humor.

Não pode ser comprado

pois seu valor só existe de fato

quando dado naturalmente.

Se você acha que não tem nada para oferecer,

pois seu amigo já tem tudo,

certamente um sorriso nunca será demais.

Se você acha que não tem dinheiro

para presentear a todos;

o sorriso é de graça.

O sorriso,

a gentileza,

a educação,

o carinho

são ítens

de primeira necessidade

e anda tão em falta no mercado…

Que tal ofertar presentes

como estes no Natal

e em cada dia do próximo ano?

Portanto,

vista seu melhor sorriso!

Tudo o mais não importa:

nem sua roupa,

nem seu corpo,

nem sua quantia no banco,

nem os presentes.

Só seu sorriso aberto,

seu abraço apertado

e seu coração sincero.

Bom Natal!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Psalm II

 

quadro anjo Salmo

Bendita a primavera da vida, breve,

Cujo sopro tudo atravessa!

A forma desaparece

enquanto o ser para a vida desperta.

Gerações se sucedem

No esforço de evoluir;

Espécie produz espécie,

Em tempos que não tem fim;

Mundo inteiros se erguem e declinam!

Mergulha nos encantos da vida, ò flor,

Na ourela da primavera;

Louvando a bondade do Eterno,

Aproveita tua curta existência.

Acrescenta a ela, criativa,

Também teu óbulo;

Breve e hesitante,

Sopra, o quanto aguentares,

A tua parcela de vida ao dia eterno!

Bjornstjerne Bjornson

(Recebeu o Nobel de Literatura de 1903.)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Natal

immagine   Vue du Chalet du Dru

Nos meus tempos de menina não havia televisão, muito menos internet. Tudo o que sabíamos tinha origem nos relatos  da família ou eram lidos nos livros. Mas, uma coisa me chamava muito a  atenção. Nesta época do ano as pessoas trocavam muitos cartões de Natal. As paisagens eram sempre parecidas. Igrejinhas onde a luz amarela contrastava com o branco da neve que cirdundava tudo. Noutros cartões se viam carruagens que levavam as pessoas à Igreja. Tinha também muitos animaizinhos e pinheiros sempre em meio à neve.O clima era de paz e harmonia. Sentia-se o soar dos sinos e as canções ao menino Jesus.

Eu ficava horas admirando cada um deles e os guardava comigo. Às vezes, depois do Natal, recortava as figuras e as colava em meu caderno brochura, pois adorava ficar olhando aquelas paisagens.  Imagens de lugares encantados como os que via nos livros de contos de fada.

Aqui, no Brasil, o Natal acontece em pleno verão e, é sempre muito quente.  Mesmo assim continuamos a tradição que herdamos dos nossos avós europeus. Ainda fazemos uma ceia com muita comida gordurosa e consumimos avelãs, nozes e  castanhas, tudo muito impróprio para a estação.

A decoração não fica bonita se não tiver velas acesas que aquecem ainda mais o ambiente… mas são tão lindas!

Até o Papai Noel sofre debaixo daquelas roupas impróprias.

Atualmente começamos a mudar e substituir toda aquela fartura gordurosa por mais frutas da estação.

Mas, confesso que continuo  fascinada pelas luzes das velas acesas, das lanterna a iluminar caminhos e, casinhas e igrejas cobertas pelo manto branco da neve.

Pior é pensar que as belas paisagens estão pouco a pouco desaparecendo, geleiras estão diminuindo.  Com isto também diminue a nossa reserva de água doce e desrregula-se a temperatura terrestre.

Nosso planeta está cada dia mais quente, florestas estão morrendo, animais sendo extintos, o buraco na camada de ozônio crescendo e a ganância dos países ricos cada vez maior.

Pos isto, neste Natal, quero pedir de presente que Jesus toque o coração dos representantes dos países que estão em Copenhague para o Cop 15.

Quero que nossas crianças possam ainda sonhar com o mundo  maravilhoso onde coalas não precisem pedir água aos bombeiros, onde os ursos e pinguins tenham onde habitar , onde as florestas ainda sejam verdes e a fauna seja exuberante, onde não haja furacões, nem enchentes, onde possam dormir e acordar sem o pesadelo de desmoronamentos, onde possam  sonhar, como eu na minha infância: com doces Natais (brancos ou não) mas sempre alegres e  com a certeza de um amanhã de paz.

Assistam o vídeo. Vale a pena.